BENEFÍCIOS DA SOJA

Denize Matsue Taquista -Técnica em nutrição da Empresa Nutrico

                             CRT 116.350

Já bem famosa entre os adeptos de dietas e conhecida pelo seu papel no climatério e menopausa, a soja também ganhou o coração da terceira idade.

Com a inclusão da soja no cardápio dos idosos, há uma melhora do perfil lipídico, e a redução do Colesterol LDL (quando LDL está alto, aumenta-se o risco de doenças cardiovasculares, como angina, infarto ou AVC) isso foi constatado em vários estudos.

Ele contribui com o suprimento proteico de qualidade, crucial nesta faixa-etária, auxiliando na prevenção da sarcopenia, melhorando as funções cognitivas, diminuição de radicais livres, além da melhora no sistema imunológico.

Por ser rica em gorduras poli-insaturadas, vitaminas E e do complexo B, Betacarotenos, ácido fólico e minerais, a soja é ótima para complementar um cardápio, e pode ser consumida em combinação com diversos alimentos, como:

*Leite de soja com frutas e mel;

*Queijo de soja (TOFU) em sopas, em saladas e patês;

*Farinha de soja para bolos e pães;

*Grão que também é apreciado e muito nutritivo (EDAMAME).

É importante salientar que como a maioria dos alimentos, se consumidos excessivamente, podem acarretar algum efeito negativo na saúde, porem se incluídos em uma dieta balanceada ela é de grande valia em qualquer idade.

Oficina de Culinária

Por esse motivo em nossa aula de culinária no mês de setembro de 2018 será o Patê de Tofu com azeitonas:

Ingredientes

*150 gramas de tofu

*2 colheres de sopa de gergelim

*½ xícara de chá de azeitonas sem caroço a gosto (cuidado com a quantidade de sal)

Modo de Preparo

Bater tudo no liquidificador

O IDOSO E A NUTRIÇÃO

Denize Matsue Taquista -Técnica em nutrição da Empresa Nutrico

                             CRT 116.350

“Desnutrição é todo desvio da nutrição normal, tanto para menos, subnutrição, como para excesso, hipernutrição”

No idoso, o risco da subnutrição é motivo de grande preocupação, uma vez que, diversos fatores facilitam seu aparecimento nesta população: a depressão, o uso excessivo de fármacos, problemas odontológicos, doenças que afetam diretamente a aceitação alimentar bem como o metabolismo e fatores socioeconômicos em geral.

Os idosos não sentem o sabor da mesma forma como os adultos jovens e, por isso, podem se alimentar com menos frequência e qualidade.

Pois nessa fase, olfato e paladar ficam progressivamente comprometidos. É comum o idoso se desinteressar por doces e salgados. A produção de saliva também é reduzida e aparecem as dificuldades no processo de mastigação e deglutição, que causam impacto significativo na quantidade e qualidade da ingestão do alimento.

Existem casos concretos de idosos que pulam pelo menos uma refeição por dia e outros que não chegam a ingerir 1000 calorias numa mesma refeição, que é insuficiente para mante uma boa nutrição.

Deve-se, portanto, ficar de olho no prato e na perda de peso do idoso, independentemente do tipo de comida, as refeições devem ser feitas sempre com outras pessoas, preferencialmente, com quem reside na mesma residência, para que ele não se sinta excluído ou atrapalhando a rotina dos demais.

Estabelecendo um horário regular para essas refeições, auxilia a fornecer maior apetite, como também energia e nutrientes.

A refeição precisa ser prazerosa, diversificar as preparações é fundamental para estimular os sentidos (olfato e paladar) e visualmente o prato deve ser colorido para melhorar a aceitação

Oficina de culinária Centro-dia do idoso                                     Angels4u

Um exemplo bom de vegetal rico em nutrientes é a Cenoura, pois é muito versátil, com a possibilidade de ser consumida crua, cozida, em sopas, saladas, sucos, lanches naturais e inclusive em doces, tornando-se um aliado importante para a boa saúde.

 

 

Ela possui fibras e magnésio que auxiliam na redução do colesterol e na limpeza do colón, além da vitamina A e C para uma boa visão. E um recente estudo descobriu que comer uma pequena porção de cenoura todos os dias, reduz em até 60% o risco de doenças cardíacas.

Tivemos em 25/06/2018 uma aula de culinária no Centro-dia Angels4U demonstrando uma boa alternativa de consumo desse vegetal, em forma de Bolo de Caneca, onde os idosos puderam verificar a facilidade do preparo e o sabor da preparação.

Oficina de culinária: Bolo de caneca

 

A importância do Cálcio e das Fibras na alimentação do idoso

Cila Omine -Nutricionista da Empresa Nutrico

                             CRN3 5440

Equipe da Empresa Nutrico

No dia 25/04, a Nutrico realizou uma Oficina de Culinária com a receita de Vitamina de frutas com aveia, abordamos a importância de consumir alimentos ricos em Cálcio como leite e iogurtes e as frutas e aveia que são fontes de fibras.

Oficina de Culinária

As Fibras devem fazer parte da alimentação do dia-a-dia dos idosos, nessa fase da vida, os idosos caminham menos, ingerem menos água por isso tendem a apresentar constipação intestinal.

As doses diárias recomendadas para mulheres idosas são de 21g/dia e para os homens, 30g/dia.

Em meia xícara de feijão cozido, encontramos 6g de fibras insolúveis, a maioria dos vegetais fornecem em média 2g de fibras nessa mesma medida e no farelo de trigo encontramos até 11g.

O Cálcio é um mineral  importante e abundante no nosso organismo, seu consumo  deve ser feito ao longo da vida pois a partir dos 35 anos a perda deste elemento é inevitável.

Muitas pessoas têm conhecimento sobre a Osteoporose, doença nos ossos que atinge 10 milhões de brasileiros, especialmente mulheres após a menopausa,  apesar disso  não consomem alimentos ricos em Cálcio em quantidade suficiente.

O Ministério da Saúde recomenda a ingestão de 1000 mg de Calcio por dia para um adulto e 1200 mg/ dia para mulheres a partir dos 50 anos (4 copos de leite/dia) e 1200mg para homens a partir dos 70 anos.

São fontes de Cálcio, leite e seus derivados, vegetais de cor verde escura, peixes como sardinha.

FONOAUDIOLOGIA E AS DEMÊNCIAS

Caroline Marrafon- Fonoaudióloga

Demência   é   uma    doença   que   acomete   o   cérebro   e   evolui gradualmente ao longo dos anos, causando diminuição do raciocínio e memória, a tal ponto de interferir nas atividades de vida diária (ex. cuidar da casa / trabalho/ finanças, higiene pessoal, etc).

Outros sintomas comuns são problemas  de  linguagem, que resultam nas seguintes características no discurso, presentes em conjunto ou de forma isolada: falta de coerência (não   harmonia   entre  dois     fatos     ou    duas   ideias),  não contextualização, não respeito a troca de turnos dos interlocutores (um fala e outro aguarda) e  repetição do que já foi dito, etc.  Além   disso, há    alteração    progressiva    da   compreensão verbal (entender  o que    as    pessoas   estão    falando),    organização temporoespacial (não saber dia, mês, ano, horas e até mesmo onde está) e no processo da alimentação.

Em  estágios  mais  avançados  nota-se  dificuldade  coma deglutição de saliva.

Avaliação da fonoaudióloga

Destacando   os     aspectos    da   alimentação   nessa   população, a literatura descreve que 45%  dos pacientes   apresentam algum grau de dificuldade  para  engolir. Na    prática   clínica   fonoaudiológica, observa-se: progressiva dependência de cuidadores e familiares para a   oferta    dos    alimentos,   assim   como,   demora   no   preparo  e mastigação da dieta, que muitas vezes não se finaliza com deglutição (“segura ao alimento na boca”), dentre outros. Diante do exposto, o paciente  pode   apresentar   tosses,  engasgos,   pigarros  durante as refeições. Em  estágios  mais  avançados  nota-se  dificuldade  coma deglutição da saliva.

Ao observar esses sintomas, o médico deverá ser informado a fim de evitar desnutrição, desidratação e pneumonia.

O   Fonoaudiólogo   é   o   profissional   habilitado   para   avaliar   a deglutição; definir  o  diagnóstico  fonoaudiológico  da fisiopatologia da deglutição; solicitar avaliações e exames complementares quando necessário;  estabelecer   o   plano   terapêutico para tratamento das desordens   da   deglutição   e orientar e prescrever as consistências e volumes de dieta por via oral que sejam seguras aos pacientes com dificuldades.

Referências Bibliográficas

  1. Demência Disponível em:<https://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%AAncia>. Acesso em: 07 fev. 2018.
  2. Seçis Y; Arici S; Incesu TK; Gürgör N; Beckmann Y. Dysphagia in Alzheimer’s disease. NeurophysiolClin2016; 46(3): 171-8.
  3. Ucedo DM; Santos KP; Santana APO. A linguagem na Demência Frontotemporal: uma análise à luz da Neurolinguística Enunciativo-Discursiva. CoDAS 2017; 29(4): e20160154.
  4. Conselho Federal de Fonoaudiologia. RESOLUÇÃO CFFa nº 492de 7 de abril de 2016. Disponível em:<http://www.fonoaudiologia.org.br/cffa/wp-content/uploads/2013/07/res-492-2016.pdf>. Acesso em: 07 fev. 2018.

 

Atendimento fonoaudiológico nas alterações de deglutição

Avaliação da fonoaudióloga

Avaliação da fonoaudióloga

 

Caroline Somera Marrafon

Fonoaudióloga – CRFA 2-16868

A avaliação e tratamento para as dificuldades de deglutição, denominada disfagia, é realizada por fonoaudiólogos especializados nesta área de atuação.

O objetivo principal do tratamento para disfagia é a minimização ou eliminação dos riscos de aspiração, isto é, a entrada de alimentos, secreções, líquidos ou saliva para a via pulmonar, ao invés da gastrointestinal, evitando assim as infecções respiratórias (ex. pneumonias).

A atuação fonoaudiológica envolve: orientações quanto a postura corporal, consistência dos alimentos e líquidos, adequação dos utensílios (colheres de chá e sobremesa, copo, canudo), modo de ingesta para os pacientes e de oferta para os cuidadores e/ou familiares, além do fortalecimento da musculatura envolvida na deglutição por meio de exercícios.

foto francisco

Dicas:

  1. Posicionamento: Cama – elevada de 70 a 90 graus, se possível, durante as refeições; Cadeira – posição ereta, usar travesseiros nas costas ou dos lados, se necessário;
  2. Evitar o pescoço estendido (posicionado para trás) pois facilita a ocorrência de tosse, engasgos;
  1. Em caso de tosse, engasgo nunca ofereça água e deixe-o tossir. Para sufocamento é necessário manobras de primeiros socorros que auxiliam na expulsão do alimento que entrou no canal da respiração.
  2. Se necessário auxílio para oferta da dieta, o cuidador e/ou familiar devem estar posicionados na mesma altura da pessoa a ser auxiliada;
  1. Comunicar o médico em caso de dificuldade de deglutição para que este o oriente e se necessário o encaminhe para um profissional especializado.

 

Bibliografia:

  1. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia Gestão 2012-2013. FAQ – Respostas para perguntas frequentes na área da disfagia. Disponível em: http://www.sbfa.org.br/portal2017/themes/2017/faqs/faq_disfagia.pdf
  2. Brauer C, Frame D. Manual de Disfagia – Guia de deglutição para profissionais da saúde e famílias de pacientes disfágicos. Carapicuiba: Pró Fono, 2001.
  3. Conselho Federal de Fonoaudiologia. Resolução CFFa nº 383, de 20 de março de 2010 “Dispõe sobre as atribuições e competências relativas à especialidade em Disfagia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, e dá outras providências.” Disponível em: http://www.fonoaudiologia.org.br/legislacaoPDF/Res%20383-10%20-%20Disfagia.pdf