A importância do Cálcio e das Fibras na alimentação do idoso

Cila Omine -Nutricionista da Empresa Nutrico

                             CRN3 5440

Equipe da Empresa Nutrico

No dia 25/04, a Nutrico realizou uma Oficina de Culinária com a receita de Vitamina de frutas com aveia, abordamos a importância de consumir alimentos ricos em Cálcio como leite e iogurtes e as frutas e aveia que são fontes de fibras.

Oficina de Culinária

As Fibras devem fazer parte da alimentação do dia-a-dia dos idosos, nessa fase da vida, os idosos caminham menos, ingerem menos água por isso tendem a apresentar constipação intestinal.

As doses diárias recomendadas para mulheres idosas são de 21g/dia e para os homens, 30g/dia.

Em meia xícara de feijão cozido, encontramos 6g de fibras insolúveis, a maioria dos vegetais fornecem em média 2g de fibras nessa mesma medida e no farelo de trigo encontramos até 11g.

O Cálcio é um mineral  importante e abundante no nosso organismo, seu consumo  deve ser feito ao longo da vida pois a partir dos 35 anos a perda deste elemento é inevitável.

Muitas pessoas têm conhecimento sobre a Osteoporose, doença nos ossos que atinge 10 milhões de brasileiros, especialmente mulheres após a menopausa,  apesar disso  não consomem alimentos ricos em Cálcio em quantidade suficiente.

O Ministério da Saúde recomenda a ingestão de 1000 mg de Calcio por dia para um adulto e 1200 mg/ dia para mulheres a partir dos 50 anos (4 copos de leite/dia) e 1200mg para homens a partir dos 70 anos.

São fontes de Cálcio, leite e seus derivados, vegetais de cor verde escura, peixes como sardinha.

Cair não é normal!

Fisioterapeuta Mayara Rodrigues Fabris

Atividade de fisioterapia no Centro-dia Angels4u

Quando o assunto é envelhecimentos muitos questionamentos rodam os pensamentos dos indivíduos, em especial para quem convive com um idoso em certo momento uma fatalidade ou questão será levantada: QUEDAS. Este tema muito discutido entre os estudiosos da geriatria e gerontologia merece atenção, uma vez que, muitos idosos podem sofrer sérias injúrias e até mesmo ir a óbito devido a uma queda.

As causas de um evento como queda são inúmeros, e podem ser classificados em:

CAUSAS INTRÍNSECAS: Relacionadas com o que é interno ao corpo. Por exemplo: as alterações normais ao envelhecimento, doenças, déficits visuais e até mesmo o uso de alguns medicamentos.

CAUSAS EXTRÍNSECAS: Relacionadas ao ambiente. O uso de tapetes, móveis, pisos escorregadios, degraus, deambular em ambientes com pouco luminosidades, sapatos e roupas inadequados entre outros.

Alguns estudos apontam que o ambiente domiciliar é o mais susceptível as quedas. O banheiro por exemplo se mostrou o mais perigoso da casa. Outro fato curioso é que o ambiente no qual mais nos sentimos seguros pode ser o mais perigoso, uma vez que nós expomos mais ao risco, pensando em estarmos mais seguros.

Contudo após o evento (queda) nota-se grande perda da funcionalidade de quem é vítima, como: redução importante da mobilidade seja por medo ou até mesmo superproteção de quem está mais próximo deste idoso. O medo de cair novamente é uma das principais causas do aumento da imobilidade, seguido por injúrias causadas pela queda, como fraturas, escoriações e traumas mais importantes no corpo físico e mental.

A importância de abordar este tema se dá na grande proporção que uma queda pode gerar para o indivíduo e seus conjugues e/ou familiares. O medo de cair novamente pode implicar em grande isolamento social, uma vez que, um indivíduo que se via seguro para deambular em sua casa e fora dela, se vê frágil e com possibilidades de um novo evento acontecer.

Algumas atitudes podem ser decisivas para a prevenção de quedas e suas desagradáveis consequências. Vamos á algumas dicas:

– Verificar se realmente a necessidade de tapetes pela casa, móveis como mesas de centro que podem ficar bem no meio do caminho;

– Uso de pisos ou tapetes antiderrapantes no banheiro, uma vez que o piso molhado durante o banho trona-se um grande vilão;

– Luzes de emergência e de sinalização, pois ambientes com pouca luminosidade principalmente durante a noite é realmente um perigo.

– Uso de medicamentos que podem interferir no equilíbrio. Converse com o médico, pois alguns deles não podem ser deixados de tomar, mas se houver o risco deve-se redobrar a atenção,

– Queixas de tonturas, fraqueza nas pernas e falta de sensibilidade na planta dos pés certamente poderão ser causas de quedas em qualquer que seja o ambiente, portanto procurar o médico e qualquer que seja outro profissional da área é muito importante.

– Usar sapatos adequados e de preferência que segurem todo o pé. Chinelos de dedo e tamancos por exemplo são perigosos; deem preferências para sapatos com o solado emborrachado e que seja antiaderente.

– Nunca em hipótese alguma subir em banquinhos e escadinhas para pegar coisas que estão no alto! O que for usado no dia a dia deve estar a mão e mais fácil para ser pego;

– Praticar exercícios regularmente e até mesmo um treino focado para reabilitação ou manutenção do equilíbrio é uma ótima maneira de se prevenir uma queda. Procurar um profissional qualificado para tal também faz toda a diferença, uma vez que poderemos identificar onde está o maior déficit e em alguns caso indicar uso de bengalas ou andadores.

Cair não é normal em nenhuma idade e muito menos para quem é mais maduro. Cair de maduro é só para frutas.

 

Referência Bibliográfica:

GOMES ARL; CAMPOS MS; MENDES MRP; MOUSSA L. A influência da fisioterapia, com exercícios de equilíbrio, na prevenção de quedas em idosos.Revista FisiSenectus. Ano 4, n. 1 – Jan/Jun. 2016.

SANTOS JS; VALENTE JM; CARVALHO MA; GALVÃO KM; KASSE CA.Identificação dos fatores de riscos de quedas em idosos e sua prevenção. Revista Equilíbrio Corporal e Saúde, 2013; 5(2):53-59

O dia em que se falou sobre morte no Centro Dia para Idosos Angels4U

Ana Maria Yamaguchi Ferreira

Psicóloga

 

Grupo de psicologia

No dia 03 de novembro de 2017, um dia depois do feriado de Finados celebrado no Brasil, ocasião que, segundo Jabocci (2017) se celebra e homenageia a memória dos mortos em diferentes países, optou-se por abordar o delicado tema da morte e do morrer no grupo de discussão da Psicologia do Centro-dia Angels4U. Seria oportuno tratar desse tema num momento tão “à flor da pele” de idosas e idosos que haviam revivido a perda de pessoas queridas no dia anterior? Essa pergunta estava no horizonte do como abordar de maneira delicada tema de cunho delicado. Preparou-se o grupo, como ocorre antes de toda atividade de discussão da Psicologia, por meio técnicas de relaxamento e introspecção, utilizando-se de música apropriada para a ocasião. Finalizado este primeiro momento do grupo, foram abordadas, dentre outras, as seguintes perguntas:

  1. Como vocês passaram o Dia dos Mortos? Como suas famílias costumam passar este dia?
  2. Como vocês lidam com a perda das pessoas queridas que se foram?
  3. Vocês pensam sobre a própria morte? Como seria?
  4. Como gostariam de ser lembrados quando se forem?

Em relação à primeira pergunta, o grupo teve a feliz participação humorada de um idoso muito longevo que entrou no tema, quebrando o gelo, dizendo que foi ao cemitério visitar os mortos, porém não encontrou ninguém. Tal resposta provocou o riso do grupo como um todo, possibilitando um ar bem-humorado e leve ao longo das perguntas que se seguiram. Existiram diferentes maneiras de se celebrar este dia no grupo: grande parte do grupo é composto pela etnia japonesa, muitos idosos e idosas eram católicos e outros, de religião budista. Por isso, tanto as manifestação brasileiras quanto as japonesas foram de celebrar a memória dos ancestrais foram perceptíveis, como por exemplo, a ida ao cemitério – comum no jeito brasileiro de celebrar tal data -, ou a oração feita no Butsudan, pequeno altar ou santuário doméstico de tradição budista.

Quanto à segunda pergunta, muitos haviam visitado o túmulo de parentes de graus mais distantes, ou mesmo de filhos falecidos. A pergunta que permeia o falar sobre a morte na chamada Terceira Idade pode ser a de como tocar no tema da finitude quando ele pode ser vivido ocultamente, sem ser expresso ou trabalhado por meio do falar, de reflexões e lembranças diárias sobre as perdas já vividas ao longo de uma vida longeva, que mais cedo ou mais tarde, se findará.

Então, veio a terceira pergunta ao grupo: como se imaginava a própria morte. Houve respostas das mais densas, ricas e variadas. Uma idosa, mais uma vez, provocou o riso dos frequentadores do Centro-dia, quando disse que não sabia, pois nunca havia conhecido alguém que voltou do lado de lá. Foram mencionadas também a ideia do Paraíso e Inferno, de cunho católico; bem como o lugar da morte como local para descanso da existência muitas vezes penosa; um local para se pensar se era necessário tirar os sapatos, costume japonês de adentrar o lar sem trazer sujeira do exterior, e um lugar de reencontro com as pessoas queridas que se foram antes.

A última pergunta feita ao grupo, suscitou o desejo e respostas de esperança quanto ao legado deixado quando partirem, como serem bem lembrados pelo sentimento de terem semeado coisas boas na vida.

Segundo Ferreira e Wanderley (2012), falar sobre a morte, tratada comumente pelos campos da Tanatologia e os Cuidados Paliativos, é tratar sobre um assunto que diz respeito à condição humana, pois esta diz respeito a todo e qualquer ser humano.

Quando se há marcas da morte, ao longo do tempo, nas falhas e fragilidade do corpo idoso, trazidas pela impermanência da vida, o tema sobre a própria morte pode ser vivido diariamente. É possível tornar tais pensamentos sobre a morte e o morrer menos angustiantes e tabus, ao se colocar por meio da expressão e elaboração verbal, aquilo que tanto toca o idoso e suas famílias, podendo haver inclusive o riso libertador entre uma pergunta e outra.

REFERÊNCIAS:

Ferreira, A.M.Y. & Wanderley, K.da S. (2012, agosto). Sobre a morte e o morrer: um espaço de reflexão. Revista Temática Kairós Gerontologia,15(n.º especial 12), “Finitude/Morte & Velhice”, pp. 295-307. Online ISSN 2176- 901X. Print ISSN 1516-2567. São Paulo (SP), Brasil: FACHS/NEPE/PEPGG/PUC-SP.

Jacobucci, N. Dia dos Mortos: celebrando as memórias. Disponível em 25/12/2017:<http://www.portaldoenvelhecimento.com.br/dia-dos-mortos-celebrando-as-memorias/>.

Santuários Japoneses – Butsudan e Kamidana. Disponível em 25/12/2017:<http://www.japaoemfoco.com/santuarios-japoneses-butsudan-e-kamidana/>

Artesanato com idosos e a reutilização de latas

Simone Bérgamo

Professora de Artesanato

Reutilizar e Reciclar Latas de Alumínio = Reduzir, Reutilizar e Reciclar

Sabemos que hoje, as latas de alumínio são um problema assim como todo o lixo que jogamos fora, mas, que tal agora pensar um pouco em como podemos criar objetos utilitários para casa, escritório ou até mesmo dar de presente como uma lembrancinha?

Podemos reaproveitar as latinhas para criar coisas uteis tais como: porta lápis, porta trecos, recipiente para bolachas, recipiente para pó de café e etc.

Exemplos de latinhas que podem ser recicladas: Latas de leite, Achocolatado, Extrato de tomate, Latas de milho, Latas de ervilhas, Molho de tomate entre várias outras latinhas.

Como pintar latas de alumínio

  • Lavar e secar muito bem a lata, inclusive retirando qualquer resíduo de cola ou papel.
  • Passar duas demãos de Primer para metais, PET e vidro. Este produto é necessário para que a tinta possa aderir ao material.

  • Pintar a lata com tinta PVA ou tinta acrílica. No exemplo a seguir foi feito um desenho em forma de mosaico.

  • Após secagem finalizar com verniz brilhante ou fosco.

A seguir outras ideias

Nossa como a pele do idoso é ressecada! O que fazer?

Enfermeira Leonice Sapucaia

A pele é considerada o   maior   órgão      do    corpo humano e com o processo    do    envelhecimento    acontecem     algumas    mudanças significativas.  Uma   delas   é  a  perda  da  elasticidade, hidratação e oleosidade.  Fisiologicamente  a   atividades   das      glândulas     que produzem o  sebo, suor e colágeno acabam diminuindo a sua função, por este  motivo a  pele  fica  mais ressecada, desidratada  e  frágil. É algo  comum  o  idoso apresentar intensa coceira, devido à pele estar muito  ressecada  e   fina  algo  que  pode  ocasionar microlesões que facilitam a penetração de agentes infecciosos.

O envelhecimento cutâneo é divido em duas partes, intrínseco e extrínseco:

  • Intrínseco seria o envelhecimento fisiológico da pele (desgaste natural);
  • Extrínseco está relacionado à exposição da pele ao sol, os efeitos nocivos da radiação ultravioleta do sol são cumulativos, tendo maior risco de desenvolver o câncer de pele.

Agora vamos para algumas dicas para cuidar da pele do idoso:

  • Atentar para a temperatura da água no momento do banho, a água deve estar morna;
  • Utilizar protetor solar;
  • Ingerir água: 2 litros por dia, a ingestão de água auxilia na hidratação da pele;
  • Não utilizar esponja durante o banho: pode machucar a pele e remover sua barreira natural;
  • Usar sabonetes neutros e não exagerar em seu uso;
  • Hidratar a pele após o banho com cremes: em alguns casos é indicado hidratante a base de glicerina e ureia ou loção hidratante a base de ácidos graxos essenciais e vitaminas A e E, pois auxilia na hidratação e evita as coceiras;
  • Usar chapéus quando exposto ao sol;
  • Consumir frutas e hortaliças.

Vale  ressaltar  que  a  pele  do  idoso  é  extremamente   frágil, sendo importante    mantê-la     limpa,   seca,   hidratada   e   sempre    estar observando alteração na integridade, cor e textura.