Osteoporose

Dica do Angels!
O dia 20 de outubro é conhecido mundialmente como “Dia Mundial e Nacional da Osteoporose”. Nos anos 2000, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu que de 2000 a 2010 é a Década do Osso e da Articulação. Nesse período, foi realizada uma série de atividades como forma de lembrar e orientar sobre a importância de se prevenir a osteoporose, e acreditem não é só tomar leite!
Osteoporose, a doença silenciosa*.
À medida que envelhecemos, ocorre uma perda natural e gradativa da massa óssea tanto nos homens como nas mulheres. Quando essa perda alcança um nível tão importante a ponto de desorganizar a estrutura dos ossos, aumentando a sua fragilidade e o risco de fraturas, temos então a osteoporose, que significa “ossos porosos”. O processo que leva a esse estado crítico de degeneração óssea é complexo e foge ao escopo desse texto.
Apesar da íntima relação com a terceira idade, é durante a infância e juventude que alcançamos nosso pico de massa óssea. Para isso, é fundamental garantir a ingestão adequada de cálcio, vitamina D e praticar exercícios mesmo quando somos jovens. Constituir ossos de qualidade permite-nos garantir a obtenção de uma boa reserva inicial que poderá postergar a doença em questão. Porém, essa reserva vai se esgotando lentamente ao longo dos anos …

Atividade física
Centro-dia Angels4u

Mesmo que tenhamos um pico de massa óssea razoável, diversos outros fatores associam-se a um aumento do risco da osteoporose primária: tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, história familiar, imobilidade, baixo peso, origem asiática, menopausa precoce, menarca tardia e menstruação irregular são os principais. Algumas formas de osteoporose por outro lado, são chamadas de secundárias e dependem diretamente de doenças crônicas ou do uso de determinados medicamentos, especialmente corticóides.
Cabe ao médico traçar estratégias visando prevenir, diagnosticar e tratar esse mal que já provoca fraturas em 60% das mulheres e 30% dos homens com mais de 60 anos. Em geral o que ocorre é que somente após complicações, como dores decorrentes de fraturas é que as pessoas passam a se preocupar. A osteoporose é conhecida como uma doença silenciosa, pois não provoca sintomas. Diferentemente do que muitos pensam cansaço, desconforto, dores articulares e musculares não podem ser atribuídas diretamente à doença e radiografias não são um bom exame diagnóstico.
O método de escolha para confirmar a doença é a densitometria óssea. Além de outros exames complementares que podem ser solicitados a critério médico. O profissional que lida com osteoporose pode também eventualmente lançar mão de um questionário padronizado internacionalmente que funciona como uma ferramenta capaz de estimar o risco futuro de fraturas.
Vale salientar que o papel da reposição de cálcio e vitamina D é muito importante, mas de forma alguma substitui o tratamento da doença. O arsenal terapêutico disponível para quem tem osteoporose é vasto e inclui drogas orais ou injetáveis, com variados esquemas posológicos. Não espere o silêncio mascarar essa condição tão prevalente e perigosa, procure o seu médico!
*Texto elaborado pelo Dr.Rodrigo Buksman para o site da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Leia mais: <https://sbgg.org.br/osteoporose-a-doenca-silenciosa/ >; < https://abrasso.org.br/instituicao/>. Acesso em: Outubro/2019.

Dia Mundial da Doença de Alzheimer

dia 21 de setembro foi instituído pela Associação Internacional do Alzheimer (ADI), como o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. Sendo atualmente a doença que mais acomete a população idosa, tornou-se também motivo de inúmeras pesquisas infindáveis pela busca de sua cura, o que por ora não aconteceu. Dessa forma, nós, do Centro-dia Angels4U compreendemos que para cuidar é preciso conhecer e apreender, caso contrário a jornada do cuidado pode ser um “longo caminho percorrido no escuro”. 

Atividade no Centro-dia Angels4U

             Em 2018, a Campanha “Alzheimer: Eu não me esqueço” foi divulgada nas redes sociais e demais meios de comunicação, chamando a atenção de profissionais que até então nunca tiveram contato com o tema Demência. Este ano, a campanha é intitulada de “Vamos conversar sobre Demência”, abaixo, um breve texto lançado no ano anterior que aborda a doença em sua causa, sintoma e prevenção. Então, façamos o convite a você Cuidador – Familiar: “Vamos conversar sobre Demência”?

Alzheimer: “Eu não me esqueço”. Foi tema do dia mundial do Alzheimer em 2018

            A doença de Alzheimer acomete o córtex cerebral, e foi apresentada em 1906 pelo psiquiatra alemão Aloysius Alzheimer (1864-1915) durante um congresso científico na Alemanha. Para a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a data (21 de setembro) é uma oportunidade para sensibilizar a população, as entidades públicas e privadas de saúde, bem como os profissionais da área, para essa doença que acomete mais de 1,2 milhão de brasileiros.

             Caracterizada como uma doença degenerativa, progressiva e irreversível, a doença de Alzheimer não tem cura, mas pode ser tratada a fim de amenizar os sintomas. O Alzheimer afeta a memória, a fala e a noção de espaço e tempo do paciente, podendo provocar apatia, delírios e, em alguns casos, comportamento agressivo. Um dos primeiros sintomas é a perda de memória para fatos recentes. Depois, ocorre a desorientação quanto a lugares e datas e mudanças de humor e comportamento – irritabilidade e agressividade. Na fase avançada, a pessoa pode ter alucinações, dificuldade na fala e na alimentação. Além disso, pode não reconhecer mais os familiares e tornar-se totalmente dependente.

 Causas:

                Em geral, a doença de Alzheimer afeta pessoas com mais de 65 anos, mas existem pacientes com início por volta dos 50 anos. As causas da doença não são totalmente conhecidas e alguns estudos citam fatores importantes para o desenvolvimento da doença, como: pré-disposição genética, escolaridade, hipertensão, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral (AVC) prévio, colesterol aumentado e idade avançada.

                Pesquisa realizada por cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, sugere sete medidas que podem evitar milhões de casos de Alzheimer em todo o mundo. Os fatores são ligados ao estilo de vida: não fumar, ter uma dieta saudável, prevenir o diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais atividades físicas e aumentar o nível de educação. Para os cientistas, metade dos casos da doença no mundo se deve a falta destas medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete fatores de risco para evitar até três milhões de casos.

                O diagnóstico é clínico e feito através de entrevista (história de vida, clínica, familiar, idade, escolaridade), teste cognitivo (miniexame do estado mental, teste do relógio, teste de fluência verbal), e posteriormente por meio de exames laboratoriais (hemograma completo, hormônios tireoidianos, enzimas hepáticas) e de imagem (tomografia, ressonância magnética).

Um paciente pode demorar anos para saber que é portador de Alzheimer, pois sintomas como perda de memória e raciocínio lento, podem ser interpretados pelos parentes como conseqüências do envelhecimento e não uma enfermidade.

Tratamento:

                Até o momento, não existe cura para a Doença de Alzheimer. Os avanços da medicina têm permitido que os pacientes tenham uma sobrevida maior e uma melhor qualidade de vida, mesmo na fase grave da doença. Os objetivos dos tratamentos são aliviar os sintomas existentes, estabilizando-os ou, ao menos, permitindo que boa parte dos pacientes tenha uma progressão mais lenta da doença, conseguindo manter-se independente nas atividades da vida diária por mais tempo. Os tratamentos indicados podem ser divididos em farmacológico e não farmacológico.

                As vantagens e as desvantagens de cada medicação e o modo de administração devem ser discutidas com o médico que acompanha o paciente. Os efeitos positivos, que visam à melhoria ou à estabilização, foram demonstrados para a cognição, o comportamento e a funcionalidade, porém, a resposta ao tratamento é individual e muito variada.

                Há evidências científicas que indicam que atividades de estimulação cognitiva, social e física beneficiam a manutenção de habilidades preservadas e favorecem a funcionalidade. O treinamento das funções cognitivas como atenção, memória, linguagem, orientação e a utilização de estratégias compensatórias são muito úteis para investimento em qualidade de vida e para estimulação cognitiva. Pacientes mais ativos utilizam o cérebro de maneira mais ampla e frequente e sentem-se mais seguros e confiantes quando submetidos a tarefas prazerosas e alcançáveis. A seleção, frequência e distribuição de tarefas devem ser criteriosas e, preferencialmente, orientadas por profissionais.

                Com o intuito de auxiliar os pacientes, algumas famílias ou cuidadores tendem a sobrecarregá-los com atividades que julgam poder ajudar no tratamento, desfavorecendo resultados e correndo o risco de criar resistência ou de tornar o ambiente tenso. A qualidade e a quantidade de estímulos devem ser monitoradas e avaliadas a partir da resposta dos pacientes. É de fundamental importância para a adesão às propostas que essas atividades sejam agradáveis e compatíveis com as capacidades dos pacientes.

                O tratamento não farmacológico engloba os seguintes aspectos: estimulação cognitiva, estimulação social, estimulação física, organização do ambiente e tratamentos específicos para problemas específicos. A cada etapa da doença, profissionais especializados podem ser indicados para minimizar problemas e orientar a família, com o objetivo de favorecer a superação de perdas e enfrentar o processo de adoecimento, mantendo a qualidade de contato e relacionamento. Muitos são os profissionais que cuidam de pessoas com Doença de Alzheimer. Além de médicos (geralmente neurologistas, geriatras, psiquiatras ou clínicos gerais), há a atuação de psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, educadores, educadores físicos, assistentes sociais e dentistas.

 Prevenção:

                O estilo de vida é muito importante para prevenir o Alzheimer. Quanto mais cedo houver uma mudança de hábitos, mais fácil minimizar o problema. Algumas dicas:

– estimular o cérebro: mantenha o cérebro ativo aprendendo algo novo, um idioma, um instrumento, palavras cruzadas, etc. A leitura também é um ótimo hábito para o cérebro reter informações, treinando várias funções;

– exercitar-se: 30 minutos de atividade física de três a cinco vezes por semana. Para esta faixa etária recomenda-se a prática de natação, caminhada ou até mesmo subir escadas em vez de ir de elevador;

– ter uma alimentação saudável e balanceada: vegetais, peixes e frutas têm ótimos nutrientes para o cérebro, assim como óleos vegetais ricos em Ômega 3;

– controlar o diabetes e a pressão arterial: os dois problemas são comuns nesta faixa etária e podem aumentar o risco de Alzheimer e de outros tipos de demência em até 50%;

– tomar sol ou suplementar com Vitamina D: um estudo publicado em agosto de 2014 na revista Neurology apontou que as pessoas com idade avançada que não recebem quantidades suficientes de vitamina D correm mais riscos de apresentar demência.

 

Leia mais: <http://bvsms.saude.gov.br/ultimas-noticias/2791-alzheimer-eu-nao-esqueco-e-tema-do-dia-mundial-da-doenca-de-alzheimer-2018>. Acesso em: Setembro/2019.

A escuta em musicoterapia como ferramenta potencializadora do processo de cuidado

Paulo R. Betencourt – Musicoterapeuta

Musicoterapia é a utilização da música e ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta qualificado, com um paciente ou grupo, num processo para facilitar e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitiva) para desenvolver potenciais e desenvolver ou recuperar funções do indivíduo  de forma que ele possa alçar melhor integração  intra e interpessoal e consequentemente uma melhor qualidade de vida” –   Federação Mundial de Musicoterapia, 1996 (Ruud, 1998)

A música sempre foi um instrumento de auto conhecimento e expressão daquilo que somos e desejamos ser. Através dela podemos criar um processo rico e transformador. Mas não basta apenas participarmos de atividades específicas. Temos que incluí-la em nossa vida como uma ferramenta que possibilita a maior percepção e escuta, seja ela interna ou dos espaços que nos cercam.

Neste sentido se faz importante algumas dicas para enriquecer ainda mais esta experiência sonora:

Em nossos encontros e processos sempre trabalhamos a importância da escuta e de como se abrir a esta experiência possibilita um contato maior com o que somos e com o espaço sonoro que nos cerca e com os afetos.

Lembre-se: ESCUTAR é diferente de OUVIR, pois tal prática envolve um comprometimento continuo de perceber e compreender os acontecimentos em nossa volta. Neste sentido criar o habito de escutar o ambiente que nos cerca e percebê-lo nos traz maior saúde,alivia as tensões e proporciona bons encontros com a vida.

A escuta é a arte que compõe e que inventa. É uma escuta que percorre diferentes caminhos – (Escuta do silêncio, de sons, ruídos, de músicas, dos desejos).

Nas experiências receptivas (ESCUTAR) podemos escutar música e responder a experiência de forma silenciosa, verbalmente ou através de outras expressões. A experiência de ouvir pode enfocar os aspectos físicos, emocionais, intelectuais, estéticos ou espirituais. Seus aspectos são:

  • Promover a receptividade;
  • Evocar respostas corporais especificas;
  • Estimular ou relaxar;
  • Desenvolver habilidades áudio-motoras;
  • Evocar estados e experiências afetivas;
  • Explorar ideias e pensamentos;
  • Facilitar a memória, as lembranças, e as regressões;
  • Evocar fantasia e imaginação;
  • Experiências espirituais e afetivas.

 “Na musicoterapia, o processo de resolver “problemas musicais” é concebido de forma semelhante ao processo de resolver “problemas da Vida”, e acredita-se que as habilidades adquiridas para encontrar soluções musicais se generalizam para situações da vida”. (BRUSCIA,2000)

Interagir com os instrumentos cria contato e amplia a escuta. Os timbres, ritmos, intensidades, textura e outras qualidades e características da música e de cada instrumento existente possibilita este encontro de potencialidade.

Veja algumas possibilidades de instrumentos: Porque não comprar um de seu gosto e interagir em casa com seus familiares e na relação de cuidado com o idoso ? Quem sabe apenar brincar um pouco?

 

SILÊNCIO COMO POTENCIAL CRIATIVO

Música não é somente SOM mas também SILÊNCIO! O silêncio ele não existe, pois sempre quando silenciamos podemos escutar outros sons mais sutis. PARA ONDE VAI A MÙSICA QUANDO ELA NÃO ESTA SENDO TOCADA?

  • “O silêncio é um espaço de conexões, uma abertura aos insights”
  • “O silêncio é uma caixa de possibilidades. Tudo pode acontecer para quebrá-lo. É a característica mais cheia de possibilidades da música”.

A VOZ E O CANTAR HUMANO

  • A voz está intimamente ligada ao que há de mais subjetivo em nós.
  • A música revelará o início do reencontro com a própria identidade, colocando-o como agente e sujeito da ação, aumentando a percepção de seus próprios sentimentos, emoções e conflitos, e consequentemente, possibilitando o relacionamento com o outro e a inserção no discurso cultural”

Desta maneira através de uma ESCUTA atenta e ativa podemos interagir seja com os instrumentos, com o canto, com o silêncio e assim ir percebendo a nós mesmos e o outro. Isso se chama encontro.

Também podemos improvisar e encontrar inúmeras possibilidades de escuta neste processo, entre elas citamos:

  • Sentido a auto-expressão e a formação da identidade;
  • Explorar os vários aspectos do eu na relação com os outros;
  • Desenvolver a capacidade de intimidade interpessoal;
  • Desenvolve habilidades grupais;
  • Desenvolve a criatividade, a liberdade de expressão, a espontaneidade e capacidade lúdica;
  • Estimula e desenvolve os sentidos;

“Quando improvisamos ou resolvemos problemas musicais somos atores mudando nossa vida e emoção, somos agentes de transformação da nossa

Dica de Filmes: O som do coração – 2007(EUA) / A Música Nunca Parou, 2011 (EUA)/  A vida no paraíso, 2003 (Suécia) /  Sokout (Silêncio) – 1998 (Irã) /Vermelho Como o Céu, 2006 (Itália)

 

Envelhecimento e Osteoporose

Mayara Rodrigues C. Fabris

Fisioterapeuta

 

Atividade de fisioterapia

O tecido ósseo como os outros tecidos e órgãos do corpo acompanham nosso envelhecimento. Os ossos estão em constante processo de remodelação, ou seja, de formação e reabsorção. Até as duas primeiras décadas da nossa vida estamos mais em processo de formação. Em relação a reabsorção, acredita-se inclusive que o auge de formação óssea ocorre por volta dos 25 aos 30 anos de idade e após isso, entramos num processo de perda gradativa da massa óssea.

Para sabermos como está a saúde dos nossos ossos é realizado um exame denominado Densitometria Óssea, que tem grande exatidão e precisão no seu resultado. Neste exame é mensurado a massa óssea dos ossos da coluna (vertebras geralmente as lombares) e do osso da coxa (o Fêmur).  Sabe-se que com o envelhecimento realmente ocorre uma perda fisiológica de massa óssea. Porém quando esta perda se torna um pouco mais acentuada denomina-se de Osteopenia, que em muitos casos pode ser de fácil de reversão quando tratada desde o início. Quando a perda é mais grave ela passa a ser chamada de Osteoporose, patologia muito comum entre os idosos e que deve ser tratada com seriedade.

Segundo a Organização mundial da Saúde (OMS), existem no Brasil atualmente cerca de 10 milhões de pessoas com osteoporose. Um terço das mulheres brancas acima de 65 anos de idade tem o diagnóstico de osteoporose e oito em cada 10 mulheres nunca imaginaram ter esta doença Dentre seus fatores de risco pode-se citar:

– idade superior a 75 anos para ambos os sexos;

– maior incidência em mulheres;

– raça asiática e/ou caucasiana;

– Menopausa precoce não tratada e também a própria menopausa (por conta da queda dos hormônios sexuais);

– baixo peso com índice de massa corpórea menor que 19 Kg/m²;

– tabagismo;

– etilismo;

– Sedentarismo;

– imobilização prolongada;

– dieta pobre em cálcio;

– Deficiência de Vitamina D;

– uso de alguns medicamentos principalmente os corticoides.

A Osteoporose traz consigo um grande risco de fraturas e quedas, o que pode ser um grande problema para essa faixa etária. O seu tratamento incluem medidas farmacológicas e não farmacológicas. Em especial ao não farmacológico podem servir também de atitudes de prevenção da doença, dentre elas podemos citar:

– Dieta rica em cálcio (encontrado nos derivados de leite, verduras verdes escuras, ovos, feijão);

– Banho de sol pela manhã (muito importante para sintetização da vitamina D pelo nosso corpo)

– Atividade Física (Caminhada e exercícios resistidos)

– Hábitos de vida saudáveis.

 

Referencias

Dias JMD. Tratamento dos Distúrbios Osteoarticulares no Idoso. In: PERRACINI MR; FLÓ CM. Funcionalidade e Envelhecimento. 1ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

Pereira SRM; Mendonça LMC. Osteoporose e Osteomalácia. In: FREITAS EV; PY L. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 3ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

Santos FC; Abreu RCG; Dib TAA. Osteoporose e Prevenção de Fraturas. In: RAMOS LR; CENDOROGLO MS. Guia de Geriatria e Gerontologia. 2ed, Barueri: Manole, 2011.

 

 

Centro-Dia: a contribuição do terapeuta ocupacional na qualidade de vida do idoso

Jacqueline O. Couto

CREFITO-4662 – TO

Em processo crescente, o Centro-dia (CD) é uma modalidade de serviço que recebe idosos para permanência diurna com assistência multiprofissional; ele pode ser visto como uma extensão de apoio da família para o idoso, onde este idoso recebe cuidados que os familiares, por alguma razão, não podem oferecer, quer seja um idoso independente ou semi-dependente.

Dentre os benefícios encontrados num CD é destacada: a oportunidade de socialização da pessoa idosa que passa a conviver com outras pessoas da mesma faixa-etária; a realização de atividades durante o dia, tirando o idoso do ócio e assim minimizando as perdas inerentes do processo de envelhecimento; o acolhimento por profissionais qualificados; e, principalmente, por manter o vínculo familiar, fator este de suma importância para o bem-estar do idoso.

Portanto, uma ótima alternativa tanto para os familiares quanto para os idosos que passam a receber assistência adequada de cuidadores, de auxiliares de enfermagem, além da competência de assistência da equipe multiprofissional.

Neste contexto, o idoso passa a ter um dia preenchido de atividades específicas dirigidas por profissionais especializados que garantem tarefas adequadas com a finalidade de promover a manutenção ou ganhos, quer seja nos aspectos físico-funcional, cognitivo, social e emocional.

A equipe multidisciplinar, geralmente, é composta por fonoaudiólogo, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional, professor de educação física, fisioterapeuta, musicoterapeuta…entre outros. Cada um agrega os seus conhecimentos em prol das necessidades dos idosos.

Destaca-se, no entanto, a assistência da terapia ocupacional sendo esta “..um campo de conhecimento e de intervenção em saúde, educação e na esfera social, reunindo tecnologias orientadas para a emancipação e autonomia de pessoas que, por razões ligadas à problemática específica, físicas, sensoriais, mentais, psicológicas e/ou sociais apresentam temporariamente ou definitivamente dificuldade da inserção e participação na vida social.” Fonte: CREFITO3.

Atividade com a terapeuta ocupacional

Com esse propósito a terapia ocupacional visa prevenir as perdas físicas, mentais e sociais, que causam desajuste no processo de envelhecimento, atuando como facilitador e procurando estimular o individuo, no melhor uso possível de suas capacidades remanescente, na tomada de suas próprias decisões, visando independência e autonomia, enfatizando áreas de auto-cuidado, do trabalho, do lazer e da manutenção de seus direitos e papéis sociais (OKUYAMA AMÉLIA KEIKO, et al. 2010, p. 253).

Com este propósito, o terapeuta ocupacional utiliza como recurso terapêutico atividades diversas que possibilitam estimular a independência e autonomia, otimizando capacidades ou habilidades remanescentes e compensando as dificuldades inerentes de cada idoso.

Para isso os idosos deverão ser avaliados nos aspectos mentais, físicos e sociais, posteriormente, realizar-se-ão a análise da atividade para que a mesma seja oferecida adequadamente a fim de que todos os participantes sejam capazes de executá-las.

As atividades realizadas visam estimular: memória, atenção, concentração, orientação de tempo, coordenação motora, equilíbrio, etc… além de proporcionar momentos de socialização, relaxamento e prazer aos participantes.

Segundo o estudo de Tavares, et al.(2009), os programas de estimulação e a prática de atividades cognitivas produzem efeitos positivos na capacidade cognitiva geral. Neste sentido, a estimulação cognitiva é entendida como a forma de exercitar, incentivar, fomentar, ativar, animar e encorajar, para que a pessoa possa criar meios de manter a mente, as emoções, as comunicações e aos relacionamentos em atividade. Isto auxilia a pessoa a criar uma postura de busca constante, de realizar atividades, de se sentir alguém útil e ativo (DE SOUSA ISABEL VINAGRE, 2012, p.32).

Entretanto, a terapia ocupacional utiliza-se de medidas preventivas que auxiliam na manutenção das capacidades e no retardo das alterações inerentes ao processo de envelhecimento.

Portanto, o trabalho de estimulação cognitiva realizado pelo terapeuta ocupacional com grupo de idosos em CD é de fundamental importância, uma vez que pode contribuir para a melhora e/ou manutenção das funções cognitivas quanto no aumento da autoestima e na ampliação das redes de contato social contribuindo assim, na melhora da qualidade de vida do idoso.

REFERÊNCIAS

  1. BORN, T; BOECHAT, N. S. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2002.
  2. DE SOUSA, I.V.M.V. A importância da dimensão lúdica no desempenho cognitivo de idosos institucionalizados. Tese. Braga, 2012.
  3. NASCIMENTO, V. P; LINO, M. E. S; CAMPOS, G. V; ANDRADE, E; MANCINI, M. C; TIRADO, M. G. A. Grupo de leitura e produção de textos: uma intervenção da terapia ocupacional. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo, v. 18, n. 1, p. 17-21, jan./abr., 2007.
  4. OKUYAMA, A. K; ZAIDEN, M. P; DE SOUZA, M; & ROSSLER, M. T. F. Intervenção da Terapia Ocupacional auxiliando na manutenção da memória em indivíduos em processo de envelhecimento normal. Revista Científica do Unisalesiano – Lins – SP, ano 1, n.2, p. 247- 256, jul/dez de 2010.

Sites visitados:

  • sbgg-sp.com.br/pro/quando-indicar-um-centro-dia-a-um-paciente-idoso/
  • portaldoenvelhecimento.com/acervo/artieop/Geral/artigo181.htm
  • desenvolvimentosocial.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/658.pdf