Exercícios resistidos na terceira idade pode? Não só pode como deve!

Mayara Rodrigues C. Fabris

Fisioterapeuta

Atualmente é muito comum vermos nos jornais e televisões o tema Vida saudável. Além de um alimentação adequada, um fator bem importante para a saúde é a prática de exercícios físicos regulares. Alguns autores definem atividade física como: qualquer contração muscular que gere um gasto de energia maior do que quando estamos em repouso.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) indivíduos maiores de 64 anos devem praticar 150 minutos de atividades físicas moderadas por semana, ou seja, 30 minutos 5 vezes por semana ou ainda 50 minutos 3 vezes por semana. A inclusão de exercícios resistidos, que são aqueles realizados com pesos (como por exemplo a musculação), garantem uma melhora na saúde global (física, mental, emocional e social) e ainda a manutenção por mais tempo da funcionalidade, pois objetivam o ganho de força dos seus praticantes. Em estudos realizados com pessoas de 60, 70 e 80 anos mostraram melhoras físicas muito significativas após um programa de exercícios resistidos, ficando claro que não importa a idade pode-se ganhar massa muscular.

 

Atividade com a fisioterapeuta

O aumento da massa muscular através de um treino de força resulta em uma diminuição da gordura no organismo, auxiliando assim na perda de peso. Além disso, muito outros benefícios podem ser observados em indivíduos que realizam exercícios resistidos tais como: a manutenção de força; trabalho adequado do metabolismo do corpo; aumento do tecido ósseo (prevenção da Osteoporose); prevenção e auxilio no tratamento de doenças como Diabetes Melitus tipo II, Colesterol alto e Hipertensão; e ainda na prevenção de dores articulares e até mesmo nas melhoras das mesmas.

Para tanto antes de começar um programa de exercícios resistidos é necessário falar com o seu médico de confiança e ainda contar com supervisão de profissionais qualificados para indicar o melhor tipo de exercícios, a quantidade de peso e número de repetições adequadas para cada indivíduo, evitando assim complicações consequentes dos exercícios.

 

Referências Bibliográficas

Mastrandea L; Sobrinho Santarém JM; Exercícios Terapêuticos: Fortalecimento Muscular no Tratamento de Idosos. In: Perracini MR; Fló CM. Funcionalidade e Envelhecimento. 1ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

 

Westcott W; Baechle T. Treinamento de Força para a Terceira Idade.1ed, Barueri: Manole, 2001.

Disponível em: <http://www.who.int/dietphysicalactivity/factsheet_olderadults/en/>. Acesso em: Set. 2017.

 

 

Nossa como a pele do idoso é ressecada! O que fazer?

Enfermeira Leonice Sapucaia

A pele é considerada o   maior   órgão      do    corpo humano e com o processo    do    envelhecimento    acontecem     algumas    mudanças significativas.  Uma   delas   é  a  perda  da  elasticidade, hidratação e oleosidade.  Fisiologicamente  a   atividades   das      glândulas     que produzem o  sebo, suor e colágeno acabam diminuindo a sua função, por este  motivo a  pele  fica  mais ressecada, desidratada  e  frágil. É algo  comum  o  idoso apresentar intensa coceira, devido à pele estar muito  ressecada  e   fina  algo  que  pode  ocasionar microlesões que facilitam a penetração de agentes infecciosos.

O envelhecimento cutâneo é divido em duas partes, intrínseco e extrínseco:

  • Intrínseco seria o envelhecimento fisiológico da pele (desgaste natural);
  • Extrínseco está relacionado à exposição da pele ao sol, os efeitos nocivos da radiação ultravioleta do sol são cumulativos, tendo maior risco de desenvolver o câncer de pele.

Agora vamos para algumas dicas para cuidar da pele do idoso:

  • Atentar para a temperatura da água no momento do banho, a água deve estar morna;
  • Utilizar protetor solar;
  • Ingerir água: 2 litros por dia, a ingestão de água auxilia na hidratação da pele;
  • Não utilizar esponja durante o banho: pode machucar a pele e remover sua barreira natural;
  • Usar sabonetes neutros e não exagerar em seu uso;
  • Hidratar a pele após o banho com cremes: em alguns casos é indicado hidratante a base de glicerina e ureia ou loção hidratante a base de ácidos graxos essenciais e vitaminas A e E, pois auxilia na hidratação e evita as coceiras;
  • Usar chapéus quando exposto ao sol;
  • Consumir frutas e hortaliças.

Vale  ressaltar  que  a  pele  do  idoso  é  extremamente   frágil, sendo importante    mantê-la     limpa,   seca,   hidratada   e   sempre    estar observando alteração na integridade, cor e textura.

 

 

 

A insuficiência familiar: Reflexões a cerca da potencialidade de seus membros 1

Fernanda Maria Fávere Augusto – Assistente Social

old and young holding hands

Atualmente, o conceito de insuficiência familiar assume a característica de Síndrome Geriátrica e é considerada um dos sete gigantes da Geriatria. Levando à reflexões pertinentes ao cuidado e trato da pessoa idosa, em especial numa condição de fragilidade e/ou vulnerabilidade social, quando a família é considerada a principal e muitas vezes a única provedora e responsável por garantir direitos mínimos, humanos e dignos, tal qual preconiza o Estatuto do Idoso (2003), em seu artigo 3º: “É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária”.

Nesse sentido, colocando-a em primeiro plano é de maneira implícita a obrigatoriedade em “dar conta” de tantas questões complexas que envolvem a velhice (projetos de vida, doença, perdas), que cabe uma pergunta: Estão preparados os familiares a receberem o idoso, quando numa condição de dependência física e/ou cognitiva?

Embora com uma política que respalde práticas de cuidado, como foi possível expor anteriormente, fica uma lacuna entre o ideal e o real, ao qual encontra-se o possível, parafraseando Henri Lefebvre, em que milhares de famílias recebem a nomeação de insuficientes, quando a idealização de direito que seria de prover cuidados amplos e dedicarem-se de maneira integral a uma dada situação, são impelidas por limitações de programas e serviços (seja na área da saúde ou da assistência) com critérios de inclusão / exclusão que restringem a participação, seja por questões territoriais, econômicas ou ainda de ausência de recurso humano.

Em detrimento disso, muda-se também o conceito de família, considerada pelo IBGE (2014) como: “[…] conjunto de pessoas ligadas por laços de parentesco, dependência doméstica ou normas de convivência (grifo nosso) , que residem na mesma unidade domiciliar ou sozinhas”, ou seja, compreender que a familiaridade, nesse sentido, é estabelecida com relações de apoio mútuo.

1 Texto publicado originalmente em Abril/2017, no Blog Elo Sênior. Disponível também em: <https://www.elosenior.com/single-post/2017/04/24/A-insufici%C3%AAncia-familiar-Reflex%C3%B5es-a-cerca-da-potencialidade-de-seus-membros>.

Uma breve explicação sobre o Lian Gong em 18 Terapias nas próprias palavras do Dr. Zhuang Yuan Ming, seu criador:

Atividade de Lian Gong

Atividade de Lian Gong

Texto indicado pelo instrutor de Lian Gong Edmar Torres.

(…) é uma técnica que une medicina terapêutica e cultura física (cultura física significa, para os chineses, o fortalecimento harmonioso do corpo, permitindo o pleno funcionamento e utilização dos músculos, tendões e ossos, diferente da ideia no Ocidente, de cultura física como aumento da massa muscular e modelagem física). Consiste de um conjunto de exercícios que visam a prevenção e o tratamento de dores no pescoço, ombros, cintura, pernas e também doenças crônicas. Esta técnica foi por mim projetada, fruto de constantes pesquisas das heranças culturais – a Medicina Tradicional Chinesa, antigos exercícios terapêuticos e as artes guerreiras tradicionais (Wu Shu) – e a reflexão sobre os resultados de sua aplicação no campo terapêutico, ao longo de mais de 40 anos de prática clínica. Durante a minha longa práxis de tratar das causas e sintomas de dores no corpo e doenças crônicas, fui constantemente criando e aperfeiçoando técnicas de massagem e manobras manuais, adicionando a elas os conhecimentos da moderna medicina atual. Sintetizando todas estas vivências, transformei-as em exercícios, os quais projetei passo a passo para serem realizados pelo próprio paciente. (LEE, 1997, p. 9)

São exercícios terapêuticos especificamente criados para a prevenção e o tratamento de dores no corpo, cujos distúrbios têm como elemento comum a obstrução/bloqueio de qi e do sangue, afetando as estruturas e sua fisiologia. Esses bloqueios decorrem de vários fatores, anteriormente vistos:

Os fatores que influenciam no surgimento de dores no corpo podem ser externos, como: vento, frio, umidade e secura; e internos, como: emoções negativas (raiva, preocupação, tristeza, medo, euforia), além da má utilização do corpo em posturas inadequadas, sedentarismo, esforço excessivo ou lesões. Estes fatores provocam o ‘retardamento do qi e a estagnação do sangue’, que produz fenômenos como espasmos, aderências e contratura dos tecidos moles, encurtamento dos músculos, ligamentos e tendões, os quais resultam em dores e dificuldade de movimentação (LEE 1997, p. 14).

Podem ser observadas contraturas, aderências, sinais inflamatórios nas regiões doloridas nos braços, ombros, dorso, região cervical, cintura, glúteos etc. A prática regular do Lian Gong permite a movimentação adequada para liberar músculos, fáscias, ligamentos, tendões, melhorando e expandindo a amplitude de movimentação das articulações.

Os exercícios foram concebidos tendo como base as estruturas anatômicas e a fisiologia de cada região: pescoço, ombros, região dorsal, região lombar, glúteos e pernas, dentro de uma visão global de todo o organismo. Assim, a prática do Lian Gong favorece uma “movimentação global coordenada e harmoniosa”, podendo agir numa patologia localizada, restaurando, porém, o equilíbrio do organismo como um todo, bem como os fluxos de alto e baixo, de expansão e recolhimento, de entrada e saída de qi. Para tanto, os movimentos devem ser lentos e contínuos, evitando-se a movimentação rápida ou abrupta, para que “os tecidos moles, que sofrem de patologias (contraturas, aderências, espasmos etc.) possam se relaxar e se soltar gradativamente, permitindo que a movimentação da articulação alcance o seu limite máximo,” conforme Lee (1997, p. 16), evitando traumas e desconfortos.

 

Relato de experiência Visita dos cães no Centro-dia do idoso

Ana Hiromi F. Takehisa

Visita dos cães

Visita dos cães

Há mais ou menos um ano atrás fui desafiada pelos Claudio e Leonice para assumir a atividade de visita com os meus cães nesta Instituição.

A minha experiência de onze anos atuando em instituição para idosos por meio de ONG de Terapia com Cães permitiu que eu assumisse o compromisso sem hesitar.

Existem muitos estudos pelo mundo afora que comprovam a eficácia da influência dos animais nos seres humanos, principalmente aqueles que se encontra em situação desprivilegiada, como por exemplo, pessoas em asilos, hospitais, abrigos, entre outras instituições.

Assim, a minha visita com Dick, Kika e Minnie nesta instituição tem como objetivo exercer a atividade assistida por animais (AAA). Os cães interagem com os assistidos e recebem colo, carinho e atenção. Na troca de sensações, os assistidos, depois de alguns minutos, liberam endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina que são os hormônios do prazer e principalmente, ocorre à diminuição do hormônio do estresse, o cortisol.

Visita dos cães

Visita dos cães

Mas a verdade é que os cães também ficam felizes, eu fico satisfeita e a instituição também ganha com a qualidade de vida de seus idosos e por que não, os funcionários também se divertem com a presença dos cães que adoram uma bela companhia!!!

Existem vários tipos de instituições que utilizam a visita dos cães para proporcionar benefícios físicos e mentais, para conhecer um pouco mais acesse o site: http://www.hospitalsaopaulo.org.br/sites/humaniza/p03.htm