Envelhecimento e Osteoporose

Mayara Rodrigues C. Fabris

Fisioterapeuta

 

Atividade de fisioterapia

O tecido ósseo como os outros tecidos e órgãos do corpo acompanham nosso envelhecimento. Os ossos estão em constante processo de remodelação, ou seja, de formação e reabsorção. Até as duas primeiras décadas da nossa vida estamos mais em processo de formação. Em relação a reabsorção, acredita-se inclusive que o auge de formação óssea ocorre por volta dos 25 aos 30 anos de idade e após isso, entramos num processo de perda gradativa da massa óssea.

Para sabermos como está a saúde dos nossos ossos é realizado um exame denominado Densitometria Óssea, que tem grande exatidão e precisão no seu resultado. Neste exame é mensurado a massa óssea dos ossos da coluna (vertebras geralmente as lombares) e do osso da coxa (o Fêmur).  Sabe-se que com o envelhecimento realmente ocorre uma perda fisiológica de massa óssea. Porém quando esta perda se torna um pouco mais acentuada denomina-se de Osteopenia, que em muitos casos pode ser de fácil de reversão quando tratada desde o início. Quando a perda é mais grave ela passa a ser chamada de Osteoporose, patologia muito comum entre os idosos e que deve ser tratada com seriedade.

Segundo a Organização mundial da Saúde (OMS), existem no Brasil atualmente cerca de 10 milhões de pessoas com osteoporose. Um terço das mulheres brancas acima de 65 anos de idade tem o diagnóstico de osteoporose e oito em cada 10 mulheres nunca imaginaram ter esta doença Dentre seus fatores de risco pode-se citar:

– idade superior a 75 anos para ambos os sexos;

– maior incidência em mulheres;

– raça asiática e/ou caucasiana;

– Menopausa precoce não tratada e também a própria menopausa (por conta da queda dos hormônios sexuais);

– baixo peso com índice de massa corpórea menor que 19 Kg/m²;

– tabagismo;

– etilismo;

– Sedentarismo;

– imobilização prolongada;

– dieta pobre em cálcio;

– Deficiência de Vitamina D;

– uso de alguns medicamentos principalmente os corticoides.

A Osteoporose traz consigo um grande risco de fraturas e quedas, o que pode ser um grande problema para essa faixa etária. O seu tratamento incluem medidas farmacológicas e não farmacológicas. Em especial ao não farmacológico podem servir também de atitudes de prevenção da doença, dentre elas podemos citar:

– Dieta rica em cálcio (encontrado nos derivados de leite, verduras verdes escuras, ovos, feijão);

– Banho de sol pela manhã (muito importante para sintetização da vitamina D pelo nosso corpo)

– Atividade Física (Caminhada e exercícios resistidos)

– Hábitos de vida saudáveis.

 

Referencias

Dias JMD. Tratamento dos Distúrbios Osteoarticulares no Idoso. In: PERRACINI MR; FLÓ CM. Funcionalidade e Envelhecimento. 1ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

Pereira SRM; Mendonça LMC. Osteoporose e Osteomalácia. In: FREITAS EV; PY L. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 3ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

Santos FC; Abreu RCG; Dib TAA. Osteoporose e Prevenção de Fraturas. In: RAMOS LR; CENDOROGLO MS. Guia de Geriatria e Gerontologia. 2ed, Barueri: Manole, 2011.

 

 

Cair não é normal!

Fisioterapeuta Mayara Rodrigues Fabris

Atividade de fisioterapia no Centro-dia Angels4u

Quando o assunto é envelhecimentos muitos questionamentos rodam os pensamentos dos indivíduos, em especial para quem convive com um idoso em certo momento uma fatalidade ou questão será levantada: QUEDAS. Este tema muito discutido entre os estudiosos da geriatria e gerontologia merece atenção, uma vez que, muitos idosos podem sofrer sérias injúrias e até mesmo ir a óbito devido a uma queda.

As causas de um evento como queda são inúmeros, e podem ser classificados em:

CAUSAS INTRÍNSECAS: Relacionadas com o que é interno ao corpo. Por exemplo: as alterações normais ao envelhecimento, doenças, déficits visuais e até mesmo o uso de alguns medicamentos.

CAUSAS EXTRÍNSECAS: Relacionadas ao ambiente. O uso de tapetes, móveis, pisos escorregadios, degraus, deambular em ambientes com pouco luminosidades, sapatos e roupas inadequados entre outros.

Alguns estudos apontam que o ambiente domiciliar é o mais susceptível as quedas. O banheiro por exemplo se mostrou o mais perigoso da casa. Outro fato curioso é que o ambiente no qual mais nos sentimos seguros pode ser o mais perigoso, uma vez que nós expomos mais ao risco, pensando em estarmos mais seguros.

Contudo após o evento (queda) nota-se grande perda da funcionalidade de quem é vítima, como: redução importante da mobilidade seja por medo ou até mesmo superproteção de quem está mais próximo deste idoso. O medo de cair novamente é uma das principais causas do aumento da imobilidade, seguido por injúrias causadas pela queda, como fraturas, escoriações e traumas mais importantes no corpo físico e mental.

A importância de abordar este tema se dá na grande proporção que uma queda pode gerar para o indivíduo e seus conjugues e/ou familiares. O medo de cair novamente pode implicar em grande isolamento social, uma vez que, um indivíduo que se via seguro para deambular em sua casa e fora dela, se vê frágil e com possibilidades de um novo evento acontecer.

Algumas atitudes podem ser decisivas para a prevenção de quedas e suas desagradáveis consequências. Vamos á algumas dicas:

– Verificar se realmente a necessidade de tapetes pela casa, móveis como mesas de centro que podem ficar bem no meio do caminho;

– Uso de pisos ou tapetes antiderrapantes no banheiro, uma vez que o piso molhado durante o banho trona-se um grande vilão;

– Luzes de emergência e de sinalização, pois ambientes com pouca luminosidade principalmente durante a noite é realmente um perigo.

– Uso de medicamentos que podem interferir no equilíbrio. Converse com o médico, pois alguns deles não podem ser deixados de tomar, mas se houver o risco deve-se redobrar a atenção,

– Queixas de tonturas, fraqueza nas pernas e falta de sensibilidade na planta dos pés certamente poderão ser causas de quedas em qualquer que seja o ambiente, portanto procurar o médico e qualquer que seja outro profissional da área é muito importante.

– Usar sapatos adequados e de preferência que segurem todo o pé. Chinelos de dedo e tamancos por exemplo são perigosos; deem preferências para sapatos com o solado emborrachado e que seja antiaderente.

– Nunca em hipótese alguma subir em banquinhos e escadinhas para pegar coisas que estão no alto! O que for usado no dia a dia deve estar a mão e mais fácil para ser pego;

– Praticar exercícios regularmente e até mesmo um treino focado para reabilitação ou manutenção do equilíbrio é uma ótima maneira de se prevenir uma queda. Procurar um profissional qualificado para tal também faz toda a diferença, uma vez que poderemos identificar onde está o maior déficit e em alguns caso indicar uso de bengalas ou andadores.

Cair não é normal em nenhuma idade e muito menos para quem é mais maduro. Cair de maduro é só para frutas.

 

Referência Bibliográfica:

GOMES ARL; CAMPOS MS; MENDES MRP; MOUSSA L. A influência da fisioterapia, com exercícios de equilíbrio, na prevenção de quedas em idosos.Revista FisiSenectus. Ano 4, n. 1 – Jan/Jun. 2016.

SANTOS JS; VALENTE JM; CARVALHO MA; GALVÃO KM; KASSE CA.Identificação dos fatores de riscos de quedas em idosos e sua prevenção. Revista Equilíbrio Corporal e Saúde, 2013; 5(2):53-59

Exercícios resistidos na terceira idade pode? Não só pode como deve!

Mayara Rodrigues C. Fabris

Fisioterapeuta

Atualmente é muito comum vermos nos jornais e televisões o tema Vida saudável. Além de um alimentação adequada, um fator bem importante para a saúde é a prática de exercícios físicos regulares. Alguns autores definem atividade física como: qualquer contração muscular que gere um gasto de energia maior do que quando estamos em repouso.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) indivíduos maiores de 64 anos devem praticar 150 minutos de atividades físicas moderadas por semana, ou seja, 30 minutos 5 vezes por semana ou ainda 50 minutos 3 vezes por semana. A inclusão de exercícios resistidos, que são aqueles realizados com pesos (como por exemplo a musculação), garantem uma melhora na saúde global (física, mental, emocional e social) e ainda a manutenção por mais tempo da funcionalidade, pois objetivam o ganho de força dos seus praticantes. Em estudos realizados com pessoas de 60, 70 e 80 anos mostraram melhoras físicas muito significativas após um programa de exercícios resistidos, ficando claro que não importa a idade pode-se ganhar massa muscular.

 

Atividade com a fisioterapeuta

O aumento da massa muscular através de um treino de força resulta em uma diminuição da gordura no organismo, auxiliando assim na perda de peso. Além disso, muito outros benefícios podem ser observados em indivíduos que realizam exercícios resistidos tais como: a manutenção de força; trabalho adequado do metabolismo do corpo; aumento do tecido ósseo (prevenção da Osteoporose); prevenção e auxilio no tratamento de doenças como Diabetes Melitus tipo II, Colesterol alto e Hipertensão; e ainda na prevenção de dores articulares e até mesmo nas melhoras das mesmas.

Para tanto antes de começar um programa de exercícios resistidos é necessário falar com o seu médico de confiança e ainda contar com supervisão de profissionais qualificados para indicar o melhor tipo de exercícios, a quantidade de peso e número de repetições adequadas para cada indivíduo, evitando assim complicações consequentes dos exercícios.

 

Referências Bibliográficas

Mastrandea L; Sobrinho Santarém JM; Exercícios Terapêuticos: Fortalecimento Muscular no Tratamento de Idosos. In: Perracini MR; Fló CM. Funcionalidade e Envelhecimento. 1ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

 

Westcott W; Baechle T. Treinamento de Força para a Terceira Idade.1ed, Barueri: Manole, 2001.

Disponível em: <http://www.who.int/dietphysicalactivity/factsheet_olderadults/en/>. Acesso em: Set. 2017.

 

 

Incontinência Urinária em Idoso e a importância da fisioterapia no seu tratamento

foto fisio II

   Mayara Rodrigues – Fisioterapeuta

O envelhecimento traz consigo alterações físicas que podem ser mais acentuadas ou não. O envelhecimento do trato urinário também pode sofrer alterações mais graves ou não, que podem variar se o idoso apresenta ou não problemas de saúdes como Diabetes, doenças relacionadas com o corações e sistema circulatório, déficits visuais e até mesmo dificuldades de locomoção.

 De acordo com a Sociedade Internacional de Continência (International Continence Society – ICS) a incontinência urinária pode ser definida como a “perda involuntária de urina”, e é classificada em: incontinência urinária de esforço, Incontinência Urinária de Urgência e Incontinência Urinária Mista.

 – Incontinência Urinária de Esforço: Ocorre por conta da fraqueza dos músculos do assoalho pélvico. Esses músculos estão situados na região pélvica e atuam sustentando órgãos desta região e fechamento da uretra (canal por onde sairá a urina), desta forma quando o individuo faz força (tosse, espirro) ocorre perda de urina.

 – Incontinência Urinária de Urgência (ou Hiperatividade Vesical): ocorre quando há um forte desejo de urinar, que ocorre pela hiperatividade do músculo da bexiga urinária, gerando sintomas como: aumento da frequência de vezes para ir ao banheiro, noctúria (ir ao banheiro durante a noite) e urgência miccional.

– Incontinência Urinária Mista: é a perda involuntária da urina com os sintomas da Incontinência Urinária de Esforço e Incontinência Urinária de Urgência.

A Incontinência Urinária afeta de forma significativa a vida dos indivíduos acometidos podendo levar a alta morbidade, uma vez que afeta o paciente em nível social, psicológico, físico e sexual, diminuído assim a qualidade de vida de forma significativa.

O tratamento desse problema pode ser realizado através de medicamentos, fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e nos casos mais graves cirurgia da bexiga urinária. A fisioterapia pode ajudar no tratamento do fortalecimento da musculatura pélvica através de exercícios, estimulação elétrica e ainda orientações comportamentais, ajudando desta forma o paciente em diversos aspectos.

 

Referências Bibliográficas

Alves, AT. Atualidades no Tratamento da Bexiga Hiperativa. Jornal Brasileiro de Medicina, v. 94, p. 48-50, 2008.

Bogado SJ. Incontinencia de orina em la tercera edad. Rev Chil Cir 2001; 53(3):251-256.

Dedicação AC; Haddad M; Saldanha MES; Driusso P. Comparação da qualidade de vida nos diferentes tipos de incontinência urinária feminina.Revista Brasileira de Fisioterapia. 2009; 13(2).

Ferreira OGL; Maciel SC; Silva AO; Santos WS; Moreira MDSP. O envelhecimento ativo sob o olhar de idosos funcionalmente independentes. Rev Esc Enferm USP. 2010; 44(4):1065-9.

Reis RB; Cologna AJ; Martin ACP; Paschoalin EL; Tucci JR S; Suaid HJ. Incontinência Urinária no Idoso. Acta Cirúrgica Brasileira. 2003; 18(5):47-51.

Tamanini JTN; D´ancona CAL; Botega NJ; Netto Júnior NR. Validação o “King’s Health Questionnaire” para o português em mulheres com incontinência urinária. Revista de Saúde Pública. 2003; 37(2):203-11.

 

Envelhecimento e funcionalidade

Mayara Rodrigues C. da Silva

Fisioterapeuta

Atividade com a fisioterapeuta

Atividade com a fisioterapeuta

Atualmente muito se fala em envelhecimento. Quase todos os dias somos bombardeados com notícias que relatam que a população está envelhecendo e os trabalhos científicos nessa área mostram que a expectativa de vida vem aumento a cada ano.

Sabe-se também que com isso problemas antes menos prevalentes, hoje, devem-se tornar assuntos de saúde pública. O envelhecimento pode acarretar uma série de problemas de saúde sejam mentais ou físicos, e ainda problemáticas no âmbito social e econômico.

A funcionalidade de um indivíduo está relacionada com sua independência   e autonomia, ou seja, a independência para a realização das suas atividades diárias e autonomia para as tomadas de decisões sobre sua vida.

Segundo os estudiosos em gerontologia diversos fatores podem estar associados com a perda da funcionalidade na terceira idade entre eles podemos citar o surgimento de doenças (hipertensão, diabetes, déficits cognitivo entre outras) e ainda a baixa frequência de atividade física e a perda de contatos sociais.

Dessa forma, é muito importante que nos cuidados que oferecemos aos nossos idosos esta ideia de funcionalidade esteja enraizada. Sabemos que alguns precisam de mais ou menos auxílio para realizar certas atividades ou tomada de decisão, mas não devemos subestimar suas capacidades, sempre dando chances para a realização de diversas atividades. O estímulo a realização de atividades físicas devem fazer parte do cuidado e visar a preservação da independência física desses indivíduos.

Vale ressaltar que esta atividade deve ser realizada da forma mais segura possível a fim de prevenir quedas e ou contusões musculares. É muito importante que fiquemos atentos onde essas atividades serão realizadas e que se procure profissionais capacitados para tal serviço.

Referência:

PERRACINI MR; FLÓ CM; GUERRA RO. Funcionalidade e Envelhecimento. In: PERRACINI MR; FLÓ CM. Funcionalidade e Envelhecimento. 1ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.